quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Dicas de Livros para trabalhar com a Educação Infantil

Neste ano de 2016, tive a oportunidade de trabalhar com minha turminha da Educação Infantil diversos livros de histórias em envolvessem culturas afrodescendentes e afrobrasileiras.
Seguem algumas dicas de livros que fizeram sucesso entre as crianças:

O cabelo de Lelê:


Menina Bonita do Laço de Fita:



Bruna e a Galinha d'Angola:





Que cor é a minha cor:



Oficina: Módulo I e III - Gênero

A minha oficina na disciplina de Educação Inclusiva apresentada junto com os demais colegas de turma, alcançou um resultado satisfatório. Iniciamos com uma pequena dinâmica onde perguntamos a turma o que são coisas de menino e de menina, para estarmos escrevendo nos cartazes colados no quadro, um rosa e um azul. A medida que eles iam “coisas de menina”, eram escritos no cartaz rosa e, “coisas de menino” no cartaz azul. Em um determinado momento foi trocado propositalmente, ou seja, invertemos as atividades de meninos e meninas com as cores relacionadas, neste momento, a turma se espantou com a troca, e que realmente é normal esse espanto, porque a gente mesmo tentando desconstruir a todo o momento essa ideologia, o nosso subconsciente está designado a estranhar que menina pode brincar de carrinho por exemplo. Fizemos uma análise com alguns conceitos estudados do Módulo I e III e com processo histórico de transformação desses conceitos baseado no livro “Gênero e Diversidade na Escola”. Em seguida apresentamos um vídeo em que desconstrói toda a característica de que a mulher é o sexo frágil e sensível.



Para finalizar, foi proposto um debate dividindo a turma em “contra” e “a favor” sorteando um determinado tema. Tivemos a ajuda de três jurados para analisar qual grupo construiu melhor os seus argumentos e suas reflexões. Foi um momento de reflexão, de construir saberes e de refletir como nós educadores estamos levando esses conceitos para a sala de aula.

Experiência em Sala de Aula: Ideologia de Gênero


Sou professora da Educação Infantil em uma escola privada e, presenciei uma experiência em sala de aula com meus alunos de cinco anos. Estávamos no momento livre com a massinha e, de ínicio, fui distribuindo as massinhas para cada um e perguntando a cor que eles queriam. Cada um escolheu a sua cor, quando chegou a vez do aluno que escolheu a cor rosa, todos começaram a rir e, um outro colega disse: Rosa é de menina cara! 
Foi ali, naquele momento, que percebi o quanto a família, a sociedade e a mídia impõe essa ideologia de gênero desde muito cedo. Tentei desconstuir a situação perguntando o porquê das risadas e construi um diálogo com a turma explicando que todas as cores podem ser usadas por todos, tanto por meninos quanto por meninas, que não teria problema nenhum o colega brincar com a massinha rosa e a colega com a massinha azul, se houvesse o caso. Senti que a turma ficou reflexiva diante deste assunto abordado. Depois deste dia, todos querem brincam com diversas cores que não brincavam antes. Até no dia do brinquedo, os grupinhos se interagiram mais um com os outros.

As crianças já vem de casa com uma ideologia implantada pela família de que a cor azul é de meninos e a cor rosa é de meninas e, felizmente, a partir de grupos femininos que trouxeram essas discussões de igualdade de gênero que podemos hoje desconstruir esses conceitos impostos pela sociedade. 

Cine Debate: Menino 23


O historiador Sydney Aguilar fez uma pesquisa sobre a influência do Nazismo no Brasil onde deu origem ao seu documentário “Menino 23”, que relata fatos históricos de vítimas da época. No filme, mostra como desencadeou todo o processo de sua investigação. A sua curiosidade em se envolver com o tema foi através do relato de uma aluna no ano de 1998, em que dava aula no Ensino Médio, onde disse que havia inúmeros tijolos na fazenda de sua família com o símbolo nazista.
O documentário nos mostra empresários ligados ao pensamento integralista e nazista nas décadas de 20 e 30, que removeram cinquenta meninos negros de um orfanato no Rio de Janeiro para a fazenda Santa Albertina de Osvaldo Rocha Miranda em São Paulo, para viverem em isolamento e escravidão. A pesquisa de Sydney revela o ligamento que tinha as elites brasileiras com as crenças nazistas e o projeto eugênico que foi implementado no Brasil.
A história com mais ênfase relatada no documentário é de Aloísio Silva, o menino 23, onde ele usa a memória de modo negativo, lembrando de todo o seu sofrimento que passou na infância junto com as demais crianças. O seu nome não tinha valor, por isso eram numerados, conhecidos através de números.
A investigação também ajuda a encontra outro sobrevivente da época, o Argemino. Sua trajetória reforça ainda mais como os conceitos de “higienização do país” marcaram a nossa sociedade. Ele fugiu aos 15 anos, foi morador de rua e quando surgiu a Guerra se alistou para a Marinha, seguindo então a sua vida.
Também foram exibidas as entrevistas sobre a família do “menino 2” que já faleceu. Os meninos com as primeiras numerações eram mais próximos da família Rocha Miranda e tinham mais “regalias” que era o caso do “menino 2”. Quando houve a libertação devido a um escândalo na época, a família ficou com ele para continuar servindo e trabalhando na fazenda, e o mesmo se conformava escolhendo esse modo de vida como uma solução.
O filme nos remete a mais um acontecimento gravíssimo dentro do nosso país. Uma prática de racismo, uma forma desumana de agir com o próximo visando apenas interesse próprio e a prática egocentrismo. Considero uma pesquisa de extrema importância para o contexto histórico do Brasil e que deve ser mostrado para a sociedade.
Ainda, nos dias de hoje, constatamos vários casos de racismo no Brasil e no mundo, infelizmente. Os fatos históricos cada vez mais nos comprovam como começou a distinguirem as pessoas uma das outras, através dos traços e da cor. Os negros lutaram a cada dia em busca de igualdade, acredito que ainda tem muito que mudar na sociedade.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Reflexão do Módulo IV - Relações Étnico Raciais

          No Módulo IV, foram discutido várias palavras-chaves dos textos como: eugenia, racialismo, etnologia, arte degenerada, liberalismo, entre outras.
      No texto 1, foi abordado o conceito de etnocentrismo, que seria um povo determinado considerado um centro geográfico e moral, ponto a partir do qual todos os outros povos são medidos e avaliados. A tendência em naturalizar as diferenças aparece de inúmeras formas, uma delas é apresentada como o racismo. Uma das características do racismo seria uma doutrina pré-estabelecida mantida por repetição e ignorância.
           Um conceito que considero interessante é o o do racialismo, que se deriva da palavra racismo. Uma antiga doutrina afirmava  que as diferenças biológicas existentes no interior da espécie humana eram o suficientes para distinguirem raças com qualidades psicológicas e intelectuais
        Também foram discutidos dois respectivos mitos nacionais, onde se consideravam dilemas ideológicos. O primeiro mito é chamado de democracia racial, onde através dele aprendemos que o Brasil é um país onde não existe preconceito ou discriminação de raça e cor. O segundo mito defende que, neste sistema,o brasileiro seria composto por três raças: a do índio preguiçoso, o negro com sua
melancolia e a do branco Português com sua cobiça e o seu instinto miscigenador.
             O racismo ainda é presente no mundo, infelizmente. Os fatos históricos nos comprovam como começou a distinguirem as pessoas uma das outras, através de traços e da cor. Os negros lutaram a cada dia em busca de igualdade, Acredito que ainda tem muito o que mudar na sociedade.

Segue um vídeo reflexivo:



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Apresentação - Educação Inclusiva

Esse blog terá como finalidade abordagens e discussões sobre as aulas de Educação Inclusiva sobre diversos temas relacionados a inclusão como: relações etnico-raciais, gênero e sexualidade, diversidade cultural, entre outros. O objetivo é refletir sobre a inclusão no ambiente escolar e na sociedade como um todo, solucionando uma forma de "acabar" com o preconceito que ainda é presente entre as pessoas e desconstruir esteriótipos pré-estabelecidos através de fatos históricos pela sociedade.


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Resumo do texto: Por uma Política da Diferença.

Farei um breve resumo do texto Por uma Política da Diferença, de Elizabeth Macedo, que foi lido para a realização do trabalho final para o blog da disciplina Escola como Espaço Político Pedagógico.

   O texto Por uma Política da Diferença de Elizabeth Macedo, aborda a questão do envolvimento da educação com o multiculturalismo presente em todo momento na sociedade recheada de diversidade cultural.


A educação, através de projetos multiculturais, não consegue atender as demandas da sociedade que possui uma diversidade de culturas. O texto explica que nas políticas educacionais, o debate sobre as questões multiculturais (direitos humanos, cotas, sexualidade, religiosidade, etc), sempre foi pouco presente nas discussões.
As socidades multiculturais, sempre existiram desde as primeiras diasporas com migração do povo. Mais recentemente, além da migração através do capitalism, pode-se considerer ainda que a interação cultural pode ser provocada pela ampliação do contato virtual entre culturas.
A autora do texto utiliza diversos pensadores para discutir os projetos multiculturais como McLaren, McCarthy, Nunes Santos e Hall. Eles identificam um multiculturalismo crítico. Os projetos educacionais conservadores estão aliados na naturalização da diferença, especialmente levando em consideração as distinções biológicas entre os grupos.
O discurso da aceitação cultural se espalha no relativismo cultural, na compreensão da diferença como algo positive Segundo McCarthy. Ele defende que os professores devem ser sensíveis ás diferenças étnicas assumindo uma perspectiva positiva para com o public que atinge ( escolas, alunos).
Nos projetos educativos, a escola e o currículo tem o papel fundamental de reversão. São projetos que priorizam a necessidade de interação entre as culturas, tendo a diferença apenas nas formas como entendem que essa interação precisa ser realizada.

“Para que a educação tenha uma razão de ser como projeto de uma negociação de sentido
entre as culturas particulares, uma negociação que será sempre política e que está na base
dos processos democráticos’’.


No campo educacional, o conceito da cultura como repertório a serem manipulados ainda se encontra muito presente em propostas curriculares, mesmo quando demostram preocupação com a diferença cultural.