quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Apresentação - Educação Inclusiva

Esse blog terá como finalidade abordagens e discussões sobre as aulas de Educação Inclusiva sobre diversos temas relacionados a inclusão como: relações etnico-raciais, gênero e sexualidade, diversidade cultural, entre outros. O objetivo é refletir sobre a inclusão no ambiente escolar e na sociedade como um todo, solucionando uma forma de "acabar" com o preconceito que ainda é presente entre as pessoas e desconstruir esteriótipos pré-estabelecidos através de fatos históricos pela sociedade.


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Resumo do texto: Por uma Política da Diferença.

Farei um breve resumo do texto Por uma Política da Diferença, de Elizabeth Macedo, que foi lido para a realização do trabalho final para o blog da disciplina Escola como Espaço Político Pedagógico.

   O texto Por uma Política da Diferença de Elizabeth Macedo, aborda a questão do envolvimento da educação com o multiculturalismo presente em todo momento na sociedade recheada de diversidade cultural.


A educação, através de projetos multiculturais, não consegue atender as demandas da sociedade que possui uma diversidade de culturas. O texto explica que nas políticas educacionais, o debate sobre as questões multiculturais (direitos humanos, cotas, sexualidade, religiosidade, etc), sempre foi pouco presente nas discussões.
As socidades multiculturais, sempre existiram desde as primeiras diasporas com migração do povo. Mais recentemente, além da migração através do capitalism, pode-se considerer ainda que a interação cultural pode ser provocada pela ampliação do contato virtual entre culturas.
A autora do texto utiliza diversos pensadores para discutir os projetos multiculturais como McLaren, McCarthy, Nunes Santos e Hall. Eles identificam um multiculturalismo crítico. Os projetos educacionais conservadores estão aliados na naturalização da diferença, especialmente levando em consideração as distinções biológicas entre os grupos.
O discurso da aceitação cultural se espalha no relativismo cultural, na compreensão da diferença como algo positive Segundo McCarthy. Ele defende que os professores devem ser sensíveis ás diferenças étnicas assumindo uma perspectiva positiva para com o public que atinge ( escolas, alunos).
Nos projetos educativos, a escola e o currículo tem o papel fundamental de reversão. São projetos que priorizam a necessidade de interação entre as culturas, tendo a diferença apenas nas formas como entendem que essa interação precisa ser realizada.

“Para que a educação tenha uma razão de ser como projeto de uma negociação de sentido
entre as culturas particulares, uma negociação que será sempre política e que está na base
dos processos democráticos’’.


No campo educacional, o conceito da cultura como repertório a serem manipulados ainda se encontra muito presente em propostas curriculares, mesmo quando demostram preocupação com a diferença cultural.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Desigualdades Escolares e Desigualdades Sociais

Na aula 09, discutimos a partir do texto Desigualdades Escolares e Desigualdades Sociais de Tereza Sebrae sobre um assunto que afeta ainda muito o nosso país que se trata das desigualdades na sociedade como um todo.A escola reproduz as desigualdades sociais por ser mais favorável aos alunos social e culturalmente privilegiados. No entanto, essa “lei” é demasiado geral para explicar as grandes variações na amplitude dessa reprodução, reveladas pelas comparações internacionais.
Segue abaixo trechos do texto que considero importantes e que contribuem para nossa formação acadêmica.

''A escola tem o tempo da escrita (Terrail, 2002), mas só se associa ao desígnio da igualdadedeoportunidadescomoadventodaconstruçãodaescolapública.Con-dorcet, um dos mais acérrimos promotores da estatização da escola, defende, em 1792,que a escola deve permitira“qualquer criança, em função das suas próprias capacidades,chegar à melhor situação social possível,onde os critérios de selecção e de orientação são por isso intrínsecos à personalidade do aluno e não sofrem o efeito da origem social” (Van Haecht, 2001: 13).'' (Página1)

''Apesar das tentativas de proporcionar maior igualdade de oportunidades —tanto ao nível das condições de acesso como das condições escolares, de modo a garantir igualdade de oportunidades a nível também dos resultados — os processos de segregação escolar não têm deixado de se fazer sentir, assumindo, nesta fase de ampla escolarização de todos, diversas formas no interior do próprio sistema de ensino.'' (Página5)

''Resumindo, houve sem dúvida uma democratização do sistema educativo no sentido de maior acesso aos diferentes níveis de ensino por parte dos mais desfavorecidos, ou seja,  as distâncias sociais reduziram-se no acesso, mas produziram se novas diferenciações internas,mais subtis,que produziram mesmo um aumento das clivagens sociais no acesso acertos ramos e fileiras do sistema de ensino. Mas,como veremos,quando se aprofundam estas conclusões globais,podem detectar –se dinâmicas diferenciadas de acordo como segmento de alunos em estudo ou com o nível de ensino considerado.'' (Página11)






quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Dados Estatísticos da E.M. Professora Maria Jose De Oliveira.

Nas últimas aulas discutimos bastante sobre reprovação. Um dado importante do qual tomamos conhecimento é que os maiores índices de reprovação acontecem no 3ºano do ciclo e no 5ºano.


Analisamos em grupo os índices de aprovação, reprovação e abandono de uma escola pública. Meu grupo foi composto por Jéssica Vasconcelos e Taynná Barcellos.
Nós escolhemos  a E.M. Professora Maria José De Oliveira, que fica em Duque de Caxias no  1º distrito - RJ.

Seguem os dados abaixo:












Dados retirados do site www.qedu.org.br Analisando os gráficos, verificamos um avanço considerável na proficiência dos alunos e na nota do Ideb. Mas mesmo esses avanços não foram o suficiente para conter a distorção idade-série.

Entrevista com uma professora da rede pública.

Entrevistamos uma professora da rede pública sobre como é a realidade dela ao lidar com alunos que já passaram ou passam pela reprovação.
Nós entrevistamos uma colega nossa de faculdade que é atuante na rede.


  •  Como as Crianças se sentem/agem após descobrirem que ficaram reprovadas?

R: Elas não ligam ! Eles falam assim com uma naturalidade "ficar reprovado?" e fazem assim ( chacoalhando os ombros com ar de desdém)


  •  Qual a sua maior dificuldade?

A maior dificuldade é que até o terceiro ano eles são obrigados a serem aprovados e quando chega no terceiro ano elas são empurradas com a barriga. Aí quando chega no terceiro eles ficam retidos. Eles já vem com dificuldades do 1º e 2º anos e quando chegam no 3º eles não conseguem acompanhar e ficam retidos. Aí retém esses alunos por 2 anos, E passam essa criança sem ela saber e quando chega no 5º ano, lendo como eu falo "catando cavaco". Lendo silabado , eles não conseguem acompanhar o resto da turma, mas são aprovados pro 6º porque a idade deles não é mais compatível com o 5º.



  •  Qual a sua opinião como professora, a solução é reprovar?

 Eu acho que se ele não tem maturidade, nem condições para estar no 5 º ano ele não tem como ir pro 6º.  Se ele não sabe escrever , se na hora de produzir um texto ele não sabe  escrever " Dinheiro" , como ele vai passar para um 6º ano?
Eu tenho consciência de que isso não é um problema do 5º ano. isso começa lá na ed. infantil e vem se arrastando. É muito ruim você aprovar um aluno pro 6º ano que não tem condições, mas é muito ruim você aprovar um aluno com 16 anos? É uma situação muito complicada, porque eu sei q a dificuldade que esse aluno vai ter será muito maior. Só que também é complicado você reter esse aluno e ele  começar a faltar e  vai acabar abandonando a escola.

  •  Você acha que o número de defasagem por conta das reprovações é muito grande?

Sim, só na minha sala representa uns 25 a 30%  Mas isso acontece em todas as turmas. Tem alunos no terceiro ano que ta com 12/13 anos. E eu tenho alunos no 5º ano com 15/16 anos que já deveriam estar ensino médio. Isso (defasagem) a partir do 3º é natural.

  •  Você acha que o ciclo funciona?
 Eu , não sei. Quando você trabalha com um aluno desde o primeiro ano, você conhece a criança, a sua turma. Você sabe quem que precisa de mais atenção. Agora quando você trabalha com a criança um ano,vem outro professor até ele conseguir ganhar a turma ele já perdeu dois, três, quatro meses e um ano não dá! Um ano é pouco.

sábado, 29 de novembro de 2014

Reprovar ou Aprovar? Eis a questão!!

  A partir do texto lido, "Repetência: Um erro que se repete a cada ano" e da discussão em sala de aula, entendo que, nenhum professor (sério) comemore a reprovação de um aluno. Ninguém deve ser reprovado por causa de comportamento, mas sim por critérios bem definidos para que se avance nos estudos. E é ai que mora o problema.
  Nem sempre a escola tem os critérios bem definidos. A aula fica restrita a cópia do quadro e a resposta das atividades. A prova, quando é aplicada, reproduz o modelo exposto. Ou então, limita-se a repassar aos alunos uma lista de perguntas para que sejam respondidas de acordo com o modelo utilizado. Se um aluno não decorar o que se passou, fica com nota vermelha.
  A falta de conhecimento teórico-pedagógico em grande parte dos professores colabora com este quadro, mas, felizmente, nem sempre é a regra. Também existe a situação em que o professor tem ciência do seu dever, diversifica a metodologia das aulas, aplica diferentes tipos de avaliação e mesmo assim o aluno não consegue ir adiante, porque apresenta alguma dificuldade (aprendizagem – na aquisição do conhecimento) ou simplesmente porque não quer aprender.
  No caso da primeira hipótese, acredito que seja necessário um acompanhamento diversificado. Encaminhamento a um psicopedagogo já acho que seria um bom começo! De nada vai adiantar colocar um aluno com dificuldade de aprendizagem em uma sala de reforço com a mesma metodologia. Já na segunda hipótese, o aluno que não demonstra interesse pelo estudo, antes de tomar a decisão definitiva tentar de alguma forma saber o porquê desse aluno não ter interesse em ir para escola ou de estudar, pois o mesmo não obteve esse desinteresse a toa certo?
  A avaliação tem que ter um objetivo, um momento dialético no processo educacional visando o crescimento da autonomia. A avaliação não pode ser entendida como ponto final de um processo em que tudo poderá ter sido em vão. A questão não é uniformizar o comportamento, mas sim criar condições de aprendizagem e com isso evoluir na construção do conhecimento.
  Portanto, a aprovação ou reprovação após um ciclo qualquer tem quer ser meticulosamente repensado em função daquilo que se pretende avaliar no aluno. O que queremos saber? Suas competências e habilidades? Ou se ele é apenas bom ou ruim?
    Reprovar por reprovar não vai trazer benefícios nenhum, mas aprovar por aprovar também não. Uma coisa é importante dizer. O poder público deve acabar com a aprovação automática, e nós professores precisamos estudar mais, ter mais bases pedagógicas, orientações para podermos enfrentar mais um desafio que é: Aprovar ou reprovar?

Debate: Projeto Político Pedagógico.

 Na aula 05, lemos o texto "Projeto Político-Pedagógico da Escola: Uma construção coletiva", onde através dessa leitura, um debate na turma foi realizado com reflexões sobre.
Ilma Passos Veiga demonstrar neste estudo o entendimento do projeto político-pedagógico como a própria organização do trabalho pedagógico da escola como um todo.
Constantemente, o projeto político-pedagógico é construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova do cumprimento de tarefas burocráticas. Nota-se aí um grande erro, já que este plano deve ser construído e vivenciado em todos os momentos, por todos os envolvidos com o processo educativo dentro e fora da escola.
Todo projeto político-pedagógico é um projeto “político”, já que todo planejamento deve estar intimamente ligado aos compromissos sócio-políticos e com os interesses reais e coletivos da população. Deve também estar obrigatoriamente ligado com a formação de um indivíduo crítico voltado para uma sociedade cada vez mais articulada.
Somado a tudo isto, devemos salientar o plano como um “processo permanente de reflexão e discussão dos problemas da escola, na busca de alternativas viáveis à efetivação de sua intencionalidade, que não é descritiva ou constatativa, mas constituitiva”. Sua principal garantia de efetivação passa pela autonomia da escola, e a sua capacidade de identificar os vícios e virtudes da mesma. É a unidade escolar que detém o conhecimento relativo à vivência de seus membros. Não competindo aos órgãos tecnocratas a imposição de termos e essências não comuns às instituições.
A organização escolar deve ser pesada de “dentro para fora”. Para que isto ocorra, a escola deve utilizar sua equipe coletiva para a construção de seu projeto coletivo, rompendo assim, com o existente para avançar. É preciso entender o projeto político-pedagógico como uma reflexão do cotidiano escolar. Para tanto, precisa de um tempo razoável de reflexão/ação, com o intuito de se ter um mínimo necessário à consolidação de sua proposta.